Quando uma criança recebe o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), é comum que a família comece a pesquisar sobre profissionais, acompanhamentos e possibilidades de cuidado.
Entre essas possibilidades pode estar a psicoterapia infantil. Mas é importante compreender que crianças autistas não são todas iguais e que as necessidades de acompanhamento também podem ser diferentes.
O que é o Transtorno do Espectro Autista?
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento.
As características relacionadas ao TEA podem envolver aspectos da comunicação e interação social, padrões de comportamento, interesses, processamento sensorial e outras particularidades.
A palavra “espectro” ajuda justamente a compreender a diversidade existente entre pessoas autistas.
Toda criança autista precisa fazer terapia?
Não é adequado partir do diagnóstico para concluir automaticamente quais acompanhamentos uma criança precisa.
A indicação deve considerar suas características, necessidades, contexto familiar e outros aspectos do desenvolvimento.
Dependendo de cada situação, diferentes profissionais podem participar do acompanhamento.
Qual pode ser o papel da psicoterapia infantil?
Na psicoterapia com crianças autistas, os objetivos são definidos a partir das necessidades identificadas no acompanhamento.
Questões emocionais, relações sociais, experiências vividas pela criança e diferentes situações do cotidiano podem fazer parte do processo terapêutico.
A forma de condução também considera idade, desenvolvimento, comunicação e características individuais.
E qual é a participação da família?
A família pode ter participação importante no acompanhamento psicológico infantil.
Conversas com pais ou responsáveis podem contribuir para que o psicólogo compreenda o contexto da criança e as situações que fazem parte de sua rotina.
Essa participação não significa que todas as sessões aconteçam com os responsáveis presentes. A organização depende da proposta de acompanhamento e da avaliação profissional.
Como procurar acompanhamento psicológico para uma criança autista?
Ao buscar um psicólogo infantil, os responsáveis podem conhecer a formação do profissional, sua abordagem e sua experiência com crianças e desenvolvimento.
Também é importante que exista diálogo entre família e profissional sobre os objetivos e a condução do acompanhamento.
Cada criança possui sua própria história. Por isso, o cuidado psicológico deve considerar quem ela é para além de qualquer diagnóstico.


